O protocolo OSPF
Enviado: 04 Out 2020, 15:51
O protocolo OSPF
Criado pelo IETF (Internet Engineering Task Force) em 1988, o OSPF é um protocolo de roteamento do tipo estado de enlace, que envia anúncios sobre o estado da conexão a todos os outros roteadores em uma mesma área hierárquica e usa o algoritmo SPF (Shortest Path First) para calcular o caminho mais curto para cada nó. Trata se um protocolo IGP, de código aberto e amplamente divulgado na literatura. Foi projetado com o objetivo de substituir o protocolo RIP (Routing Information Protocol), resolvendo diversas limitações que este apresenta, e abordar as necessidades das redes grandes e escaláveis, as quais não eram abrangidas pelo RIP. A versão mais recente do protocolo para funcionalidade com o IPv4 é o OSPF versão 2 (OSPFv2), sendo o OSPF versão 3 (OSPFv3) utilizado para o IPv6 (Doyle e Carroll, 2006).
Podemos citar algumas das principais características desse protocolo:
O roteamento por estado de enlace apresenta um problema totalmente diferente dos protocolos de roteamento por vetor distância e vetor caminho.
No protocolo de roteamento por estado de enlace, cada roteador possui uma visão completa da rede, fornecida pelas informações de todos os roteadores na rede, mas os roteadores precisam construir uma tabela de roteamento “do zero”, usando apenas a informação do caminho mais curto. Não é uma exigência que todos os roteadores usem o mesmo mecanismo para calcular os caminhos mais curtos, porque todos eles chegam em resultados coerentes. Apesar disso, essa coerência é tão importante que os dois principais protocolos de roteamento por estado de enlace, o OSPF e o IS-IS, exigem o uso do algoritmo Shortest Path First.
O algoritmo de Dijkstra (como também é conhecido o algoritmo SPF) é um modo relativamente eficaz e simples de criar uma tabela de roteamento a partir de um conjunto de informações de estado de enlace. Um ponto importante é que o algoritmo deve preencher totalmente a tabela de roteamento de uma só vez, calculando os caminhos mais curtos para todos os destinos. A partir de um nó específico, cada roteador vizinho é acrescentado a uma lista de candidatos, que é ordenada por custos (métricas) dos enlaces até os vizinhos, com o enlace de menor custo em primeiro lugar.
Em muitos backbones, há a necessidade de fazer cálculos de SPF que também consideram outros atributos do tráfego nos enlaces disponíveis. Essas outras considerações oferecem restrições ao algoritmo SPF, transformando-o em cálculo de CSPF (Constrained Shortest Path First).
No SPF é valido usar diferentes caminhos para o destino contendo o mesmo custo. Esse roteamento é chamado de ECMP (Equal-Cost Multi-Path), que é Conceitos Fundamentais 23 uma boa solução quando se trata de protocolos de roteamento por estado de enlace. Como exemplo, em um backbone de uma operadora de telecomunicações, pode-se decidir oferecer um balanceamento de carga de tráfego entre diferentes enlaces de diferentes velocidades usando um recurso de roteamento ECMP, cujo objetivo é fazer balanceamento de carga do tráfego entre diferentes caminhos de
forma a melhor distribuir o tráfego pela rede.
Criado pelo IETF (Internet Engineering Task Force) em 1988, o OSPF é um protocolo de roteamento do tipo estado de enlace, que envia anúncios sobre o estado da conexão a todos os outros roteadores em uma mesma área hierárquica e usa o algoritmo SPF (Shortest Path First) para calcular o caminho mais curto para cada nó. Trata se um protocolo IGP, de código aberto e amplamente divulgado na literatura. Foi projetado com o objetivo de substituir o protocolo RIP (Routing Information Protocol), resolvendo diversas limitações que este apresenta, e abordar as necessidades das redes grandes e escaláveis, as quais não eram abrangidas pelo RIP. A versão mais recente do protocolo para funcionalidade com o IPv4 é o OSPF versão 2 (OSPFv2), sendo o OSPF versão 3 (OSPFv3) utilizado para o IPv6 (Doyle e Carroll, 2006).
Podemos citar algumas das principais características desse protocolo:
- Não há limite no custo máximo de uma rota;
- O OSPF pode efetuar o balanceamento de carga;
- A convergência é mais rápida do que o RIP, já que as alterações de roteamento são difundidas imediatamente e são calculadas em paralelo;
- Tem suporte a VLSM (Variable Length Subnet Mask), ou máscara de sub-redes de tamanho variável, técnica que permite a divisão de sub-redes
em sub-redes, com o objetivo de reduzir a perda de endereços IPs.
O roteamento por estado de enlace apresenta um problema totalmente diferente dos protocolos de roteamento por vetor distância e vetor caminho.
No protocolo de roteamento por estado de enlace, cada roteador possui uma visão completa da rede, fornecida pelas informações de todos os roteadores na rede, mas os roteadores precisam construir uma tabela de roteamento “do zero”, usando apenas a informação do caminho mais curto. Não é uma exigência que todos os roteadores usem o mesmo mecanismo para calcular os caminhos mais curtos, porque todos eles chegam em resultados coerentes. Apesar disso, essa coerência é tão importante que os dois principais protocolos de roteamento por estado de enlace, o OSPF e o IS-IS, exigem o uso do algoritmo Shortest Path First.
O algoritmo de Dijkstra (como também é conhecido o algoritmo SPF) é um modo relativamente eficaz e simples de criar uma tabela de roteamento a partir de um conjunto de informações de estado de enlace. Um ponto importante é que o algoritmo deve preencher totalmente a tabela de roteamento de uma só vez, calculando os caminhos mais curtos para todos os destinos. A partir de um nó específico, cada roteador vizinho é acrescentado a uma lista de candidatos, que é ordenada por custos (métricas) dos enlaces até os vizinhos, com o enlace de menor custo em primeiro lugar.
Em muitos backbones, há a necessidade de fazer cálculos de SPF que também consideram outros atributos do tráfego nos enlaces disponíveis. Essas outras considerações oferecem restrições ao algoritmo SPF, transformando-o em cálculo de CSPF (Constrained Shortest Path First).
No SPF é valido usar diferentes caminhos para o destino contendo o mesmo custo. Esse roteamento é chamado de ECMP (Equal-Cost Multi-Path), que é Conceitos Fundamentais 23 uma boa solução quando se trata de protocolos de roteamento por estado de enlace. Como exemplo, em um backbone de uma operadora de telecomunicações, pode-se decidir oferecer um balanceamento de carga de tráfego entre diferentes enlaces de diferentes velocidades usando um recurso de roteamento ECMP, cujo objetivo é fazer balanceamento de carga do tráfego entre diferentes caminhos de
forma a melhor distribuir o tráfego pela rede.